unhas

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E era a madrugada. No peito, em silêncio,
enroscada em cada lembrança e nos dedos.
Soprava idéias assim, infundadas, na fala
Era, sim. Mesmo não lembrando como, mas
vinha, lento, veludo arranhado sem sangue,
palavras desconexas na pele, tímida.
Vi-me. O espelho quebrado improvisava a
face, ele que dissimulava o perfume de saudade,
o desfecho da vida. Unhas. Em frente ao
mar, sem certezas, as últimas perguntas sufocadas
na garganta, anelando um ninho, mísero espaço de
consolo, carinho, uma pressa de findar. A amargura.

(eal, 131214)

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