Que(m) sou(mos)

Francisco Nunes. Durante algum tempo, fui conhecido apenas por Xico Nunes. Na infância, não gostava de ser chamado de Xico. Em certa fase, repelia o Francisco. Hoje, convivo com os dois. Sou um deles em cada grupo com que convivo.

Apaixonado pela forma e pelo som das letras desde pequeno, lia eme de Mesbla antes de ser alfabetizado. Casa cheia de livros, pais e irmã sempre lendo, boa professora – resultado: escritor e fazedor de livros.

Sou membro da Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas. Um de meus poemas foi selecionado no concurso Poemas no ônibus e no trem, da prefeitura de Porto Alegre, publicado em livro. Outro poema ficou entre os cem melhores do concurso TOC140, da Feira literária internacional de Pernambuco, também publicado em livro. Ainda vou publicar meu próprio livro, antes de nadar com tubarões ou de voar de wingsuit ou de ir morar na Nova Zelândia.

Há um trecho do Romanceiro da inconfidência, de Cecília Meireles, que bem me descreve:

É certo que hoje está sendo
alguém que outrora não foi.
O coração que já teve,
quem lho tirou e onde o pôs?

E Paulo Leminski também é meu autobiógrafo:

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

E ainda, Clarice Lispector:

Eu escrevo para fazer existir e para existir-me. Desde criança procuro o sopro da palavra que dá vida aos sussurros.

E, outro ainda, Jorge Luis Borges:

Para um verdadeiro poeta, cada momento da vida, cada fato, deveria ser poético, já que profundamente o é.

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