gritos

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rabisco minha vida
em linhas sem fim
sem nexo
meus sonhos e caminhos
em versos soltos
covardes
as palavras são como
selvagens gritos
perdidos
ricocheteando na
paisagem rude
que foge
quisera controlar suas
quimeras loucas
– não posso
são maiores que eu mesmo
e vazam todas
dos medos
e se contorcem febris
instáveis e belos
poemas
mas nascem já confusos
instigantes véus
planando
partem destemidos e
se esquecem que
são eles eu

(scs, 21410)

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