galhos

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tenho essa manhã nos meus olhos
o calor morno do abraço
enroscado nos galhos de lembranças tantas
que perambulam nas calçadas e nos cabelos molhados

mas era outra a manhã de hoje
– a névoa densa de pensamentos esguios
espiando incauta as cortinas do corredor iluminado
– já nem lembrava de ter vindo

o sossego era toda a manhã, sem nuvens
desafogada no riacho de lágrimas de tantos olhos
agora inquietos, amantes daquelas estrelas frias
inclinadas para ouvir a canção sussurrada ao vento tolo

e os galhos balançam

(Foto de Sam Javanrouh)

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