Cento e 40

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A Hélder Nozima

Com 140 lágrimas se faz meu pranto.
Com 100 e quarenta segundos de distância brota a saudade.
Desta minha centenna de annos mais cuarenta contemplo solidão e perguntas.
Cento e quarenta páginas depois, o mesmo desconforto: quem sou?
Em 140 letras, o barro, tal qual somos.
Após cento e 40 versos, o consolo.
Caminho 100+40 ruas, e não encontro.
Meço outros c e n t o e q u a r e n t a passos, e as esquinas se repetem, insones.
Mergulho 140 metros, e há silêncio e paz e nada.
Dentro há cento e 40 veias, pulsando inquietações,
pensando 40 e cem vezes as mesmas novas lembranças
de uma centena e 40 fotografias amareladas.
Visitei cidades, 140 delas, e em todas te encontrei.
Te revi 140 noites, e nunca havias sido feliz. Esperança.
No quarto do hotel, revirei-me 4, 40, cento e quarenta vezes na cama
até que dormi 140 sonos embalados pela doce canção.
Pisei, indiferente, 100 e 40 grãos de areia,
e neles pérolas e espinhos, de cento e 40 tipos,
mas, nas dores que causaram, 100quarenta lições inesquecíveis.
E viva! Vem a chuva, em 140 mornas gotas
e ternas gotas de carinho, vislumbradas em 100toe40 cores,
e ela la(le)va o pó e a angústia dos cento e quarenta poros da face.
Continuemos, então, até encontrar todas as 140s respostas.

(scs, 29711)

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