Bosque

não havia na dor o adeus
só uma lembrança
um suspiro impensado
e no gesto apagado
não havia mais o sopro
nos cabelos molhados
somente do sonho
a sensação do fim
e a paisagem, o bosque
se desvanece e
fica o toque, a marca
dos dedos delicados
e os passos vão se afastando
sem pressa
levando consigo o aroma
a presença que não está.
sopra um vento suave nas folhas

(scs, 21710)

A impressão de sua alma a esse poema: