ainda a espera

a música não fez companhia
à voz rouca de silenciar

a luz pela janela mal escondida
encontrou mãos abandonadas

nenhum ruído amparava o sussurro
não-dito, envolto em tola esperança

os cabelos calados de movimento
eram um pedido ansioso na solidão

do mundo-seu desamparado em dor,
brancas paredes de más notícias

onde, no corredor? atrás de portas?
almas bondosas, mas frias, outras

transitam, apenas, fazem, dizem, somente,
e nada acalenta, afaga, ergue

a espera, então,
ainda a espera.

(scs, 19713)

A impressão de sua alma a esse poema: