à árvore que não sorria

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como se nunca houvesse primavera
se nada além do fim de tarde
ocaso cinza
de nuvens indiferentes
sem vento nem pássaros

e nas folhas
as lágrimas da chuva
a tristeza que não era dela,
mas ela a carregava
e sentia

por isso, não sorria
e só
– o tempo passa sem pena

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