unhas

E era a madrugada. No peito, em silêncio,
enroscada em cada lembrança e nos dedos.
Soprava idéias assim, infundadas, na fala
Era, sim. Mesmo não lembrando como, mas
vinha, lento, veludo arranhado sem sangue,
palavras desconexas na pele, tímida.
Vi-me. O espelho quebrado improvisava a
face, ele que dissimulava o perfume de saudade,
o desfecho da vida. Unhas. Em frente ao
mar, sem certezas, as últimas perguntas sufocadas
na garganta, anelando um ninho, mísero espaço de
consolo, carinho, uma pressa de findar. A amargura.

(eal, 131214)

sem título

na manhã sorridente
se escondia um dia feliz,
tão tímido
tão solene
e nenhuma sombra

ela pôde sorrir
depois de tanto tempo
e esperar pelo amor que prometera
vir

(scs, 18914)

Lançamento de O Livro I das Aldravipeias

Em 28 de novembro de 2014, às 19 horas, a Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas reuniu-se em Mariana para o grande lançamento de O Livro I das Aldravipeias, no Restaurante Lua Cheia, em Mariana, MG. O evento reuniu dezenas de renomados poetas brasileiros. A literatura inovadora fez festa, comemorando a grande criação poética do início do século XXI, a aldravia, em sua primeira edição de um livro de aldravipeias, conjunto de 20 aldravias dedicadas a um único tema. O evento marcou um dos grandes acontecimentos literários de 2014 em Minas Gerais. Cinco renomados poetas receberam a Comenda Cláudio Manuel da Costa, maior honraria da ALACIB e Aldrava Letras e Artes, por terem se destacado na produção do conjunto publicado no Livro I das Aldravipeias: Ângela Fonseca, Elizabeth Rennó, José Carlos Baeta, Luiz Carlos Abritta e Messody Benoliel.

A notícia completa você pode ler aqui.