névoa

lembro-me de não te
ter visto ainda
assim tão bela

lembro-me de não me
saber assim tão
apaixonado e livre

lembro-me de não haver
nascido um amor tal
como hoje, sublime

lembro-me de não ter
tocado pele assim tão
macia e terna

lembre-me de não me
despertar

(scs, 10913)

visitante

Oi, visitante!

Eu sei que você está aí. Uma ferramenta me diz isso. Muitos visitantes diários, vários que voltam. Bastante gente que lê o que escrevo.

Mas eu não sei o que pensam do que escrevo. Não sei se usam o que escrevo. Não sei se citam o que escrevo. Eu gostaria de saber. É necessário. Quando um poeta abre sua gaveta, seus escritos, que eram  um segredo, são apresentados a olhos outros, a almas outras que não a que escreveu. E olhos e almas e corações têm uma opinião sobre o que leram, sobre o que pensam ter lido. E o poeta gostaria de ouvi-la, para aprimorar seu poetar, para ter certeza de ter sido entendido, para conversar com quem o aprecia ou odeia.

Então, visitante, os comentários são importantes. Por favor, não mexa em minha gaveta virtual sem me dizer o que achou do que nela encontrou. Eu e todos os eus estamos lá dentro.

Abraço.