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Aldravia na televisão

aldrava, inspiração do movimento aldravianista

O aldravismo é, agora, um movimento artístico amplo, indo além da poesia. Assista esta matéria da rede Globo sobre o assunto. Uma aldravia minha aparece por volta dos três minutos.

Sucesso aos colegas aldravianistas.

12 set 2015

Lançamento de O Livro I das Aldravipeias

Em 28 de novembro de 2014, às 19 horas, a Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas reuniu-se em Mariana para o grande lançamento de O Livro I das Aldravipeias, no Restaurante Lua Cheia, em Mariana, MG. O evento reuniu dezenas de renomados poetas brasileiros. A literatura inovadora fez festa, comemorando a grande criação poética do início do século XXI, a aldravia, em sua primeira edição de um livro de aldravipeias, conjunto de 20 aldravias dedicadas a um único tema. O evento marcou um dos grandes acontecimentos literários de 2014 em Minas Gerais. Cinco renomados poetas receberam a Comenda Cláudio Manuel da Costa, maior honraria da ALACIB e Aldrava Letras e Artes, por terem se destacado na produção do conjunto publicado no Livro I das Aldravipeias: Ângela Fonseca, Elizabeth Rennó, José Carlos Baeta, Luiz Carlos Abritta e Messody Benoliel.

A notícia completa você pode ler aqui.

03 dez 2014

Escritores-destaque em O Livro das aldravipéias – Comenda Cláudio Manuel da Costa

No próximo dia 28, em Mariana (MG), será lançado o Livro I das aldravipéias. (Quer saber mais sobre essa forma poética? Clique aqui.) Eu sou um dos autores participantes.

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Isso já seria alegria o bastante, por poder estar ao lado de feras da poesia, como J. B. Donadon Leal e Andréia Donadon Leal, que, além disso, trabalham arduamente para divulgar a produção poética. Mas… fui agraciado com uma comenda especial!

Distintos participantes de O Livro I das Aldravipeias.

Boa tarde! Boas-novas A ALACIB divulga ‘antecipadamente’ os nomes dos poetas aldravianistas que se destacaram em O Livro das Aldravipeias.

Informamos que os selecionados serão laureados com a Comenda “Cláudio Manuel da Costa”, da ALACIB.
Parabéns! A outorga será nos dias 28 e 29 de novembro.
Os poetas aldravianistas que não participarem da reunião solene da ALACIB, receberão a comenda no dia 28 de novembro.

PREMIADOS COM A COMENDA CLÁUDIO MANUEL DA COSTA
01- Angela Fonseca
02- Elizabeth Rennó
03- Luiz Carlos Abritta
04- Francisco Nunes
05- Messody Ramiro Benoliel

Parabéns!!!

Andreia Aparecida Silva Donadon Leal – Deia Leal
Mestre em Letras – Estudos Literários pela UFV
Presidente da ALACIB
Diretora de Projetos Culturais da Aldrava Letras e Artes

Eu não poderei comparecer ao lançamento, por conta de compromisso inadiável. Curtirei à distância a cerimônia toda.

Parabéns aos demais colegas comendados. E obrigado ao pessoal da ALACIB por seu trabalho incansável pela popularização da poesia.

20 nov 2014

você tem facebook? (concurso encerrado)

Paranapiacaba é envolta em mistérios

Paranapiacaba é envolta em mistérios

Além de ser apaixonado (sempre tenho dúvida sobre que termo usar…) por poesia, sou por fotografia. Em ambos, reconheço, mal me chamo amador.
Recentemente, participei de uma oficina de fotografia, com duração de três meses, promovida pela prefeitura de São Caetano (SP). Os alunos fizeram uma viagem a Paranapiacaba, como atividade prática final. Algumas dessas fotos estão em um concurso popular, via Facebook. Votar é bem simples:

1. Clique em serei.eu/g/foto. Você será encaminhado para a foto no perfil da Secretaria de Cultura.
2. Curta a foto.
3. Divulgue para seus amigos.

O voto só é valido se for na página da Secult (o compartilhamento e o curtir da imagem em outras páginas não conta voto).

Tá feito!

Esta foto não recebeu nenhum tratamento; é crua. (Não tivemos tempo para qualquer edição.) Na Sala da Luz (térreo do Centro Digital, Av. Goiás, 950, São Caetano do Sul – SP), está ocorrendo a exposição com as melhores fotos da oficina. A exposição irá até o dia 10 de outubro, das 14h30 às 17h30. Estas, sim, receberam o tratamento que merecem…

Se for de São Paulo ou do ABC, apareça lá.

Abraço.

____

Atualização

Não ganhei o concurso, mas obrigado a quem curtiu! Grande abraço.

11 set 2014

Premiação

No sábado, dia 29 de março, estive em Mariana (MG), com minha esposa e um casal de amigos, para receber o prêmio por ter vencido o 1o. Concurso Literário Internacional da Alacib, categoria Poesia Adulto, com o poema “cheguei à ilha“.

O evento, com presença de cerca de 120 pessoas, impressionou-me por um fato em especial: a presença de jovens e crianças envolvidas com produção literária. As poesias e as crônicas vencedoras foram lidas pelo pessoal da Academia Marianense Infanto-juvenil de Letras.

Lauro, eu e Lara, irmãos, que leram meu poema

Lauro, eu e Lara, irmãos, que leram meu poema

Recebi meu prêmio (que inclui uma placa, um certificado, uma medalha e um  pacotão de livros!) das mãos do Ricardo Cavalcanti, presidente do Centro de Estudos Literários Creusa Cavalcanti.

Eu, Ricardo Cavalcanti, Jair da Silva Araújo (2º colocado), Carlos Vinícius Veneziani dos Santos (6º colocado) e Andreia Donadon Leal

Eu, Ricardo Cavalcanti, Jair da Silva Araújo (2º colocado), Carlos Vinícius Veneziani dos Santos (6º colocado) e Andreia Donadon Leal

O evento foi no auditório do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto).

Este prédio fica em frente ao auditório. É o Museu da Música, antiga Casa dos Bispos

Este prédio fica em frente ao auditório. É o Museu da Música, antiga Casa dos Bispos

Mais informações e fotos aqui.

01 abr 2014

Fora de escopo: Sintáxis del Español

Antigamente, eu divulgaria isso no meu blog DeTudo ou no QueFalta, ambos descontinuados. Na ausência deles, vai aqui mesmo. Esta é a versão para impressão de um manual de sintaxe em espanhol. Ele me foi passado por meu irmão, que é diretor do departamento de espanhol da UFPEL.

Espero que seja útil aos interessados no espanhol como o será pra mim, que sou tradutor.

Sintaxis del Español

Versión para imprimir

01 mar 2014

Reconhecimento internacional

O JORNAL ALDRAVA CULTURAL é reconhecido pela IWA (Internacional Writers and Artists Association – entidade de Toledo- OH-USA) o MELHOR (The Best) JORNAL DE POESIA SINTÉTICA DE 2014 do BRASIL! Prêmio para a Aldravia! Parabéns a todos que amam a Poesia! (O diploma está aqui.)

A Associação Internacional de Escritores e Artistas (IWA) fundada em 1978, a IWA é a maior entidade literária e artística do mundo composta por mais de 1.200 membros.  A Presidente da IWA, Dra.Teresinka Pereira, é mineira, naturalizada norte-americana.

“A Associação Internacional de Escritores e Artistas (IWA) tem sede em Toledo. Estado de Ohio, nos Estados Unidos. Entre seus membros mais ilustres estão príncipes, presidentes de nações, ganhadores de Prêmio Nobel de Literatura e Paz, grandes escritores, artistas, editores e colecionadores de arte, além de ativistas culturais. A diretoria da entidade é composta de diretores em diversos países como Rússia, Cuba, Estados Unidos, Turquia, Tunísia, Argélia, Coréia, Japão. A entidade é também representada na UNESCO. Entre as atividades da IWA estão as menções para o Prêmio Nobel de Paz e para o Prêmio Nobel de Literatura. A IWA apoia a liberdade de expressão e os direitos e liberdades da Declaração Universal dos Direitos do Homem para todos os povos.”
Além disso, o movimento aldravianista já foi tema de mestrado (no qual sou citado). A dissertação, com o tema Aldravismo – movimento mineiro do século XXI (UFV), de Déia Leal, pode ser lido aqui.

21 fev 2014

Chegaram os livros!

Se você freqüenta o blogue, sabe que meu poema onde ficou entre os cem melhores do concurso TOC140, agora publicados em livro. A notícia completa está aqui. Pois o livro chegou!

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Este livro é único! É o único exemplar que eu tenho e não será feita nova edição dele. Raridade 😉

Outro que chegou é O Livro II das Aldravias, primeira edição bilíngüe português-espanhol para a qual os autores foram especialmente convidados. Sou um deles! Em abril, esse livro será lançado em Portugal e na Espanha. Sua tiragem é pequena, por tratar-se de obra de divulgação. Então, há poucos exemplares à disposição. Se tiver interesse em adquirir, entre em contato.

Se você quer saber o que são aldravias, clique aqui.

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22 jan 2014

Poema vencedor (atualizado)

O ano terminou, para mim, com uma maravilhosa e encorajadora notícia. Meu poema cheguei à ilha foi o vencedor do I Concurso Internacional de Poesia da ALACIB (Academia de Letras e Ciências Brasil), PRÊMIO CREUSA CAVALCANTI FRANÇA, CATEGORIA ADULTO, concorrendo com cerca de mil outros inscritos de vários países.

Atualização
A entrega do prêmio será dia 29 de março, às 16h, no Auditório do ICHS/UFOP, Rua Cônego Amando, s/n°, Centro, Mariana (MG). Lá estarei! Se você morar por perto, apareça lá. Será uma honra.

Abraço.

31 dez 2013

cheguei à ilha

I
O pé na água. Fria.
A areia. Caminho. Dois passos apenas. Os primeiros.
O barco já se vai. Muito rápido. Como que
arrependido de ter vindo. Como eu. Talvez.

II
O Sol brilha na espuma muito branca
da onda outra onda outra onda
que chega à praia, molham-me,
ainda na água. Dois passos apenas.
E a água já os apagou. Já não sou. Já não cheguei.

III
À direita, rochas, molhadas e secas,
algas, pequenas piscinas, peixinhos aprisionados.
À esquerda, a areia como sem fim, sem pegadas,
lambida pelo mar
brilhando diamantes sem valor ao Sol.
Coqueiros, árvores, nuvens, mar.
A eternidade se derrama na praia. Cansada.
À frente, a areia branca forma uma sala
de árvores grandes na parede;
no meio delas, uma trilha impassada
sobe um morro lá acima visto,
sombrio, enegrecido de um mistério,
pássaros rapinando o guardam.
Em mim, solidão,
uma mochila vazia às costas,
os pés na água
e o frio e o silêncio só das ondas
e a cor do céu borrado de nuvens
e o barco que já foi
e os passos que já foram.
E eu.

IV
o tempo não existe quando não é medido
quando não sei o que é quando
não há marcas sinais pontuação
só um passar e outro
como as ondas ali
que são as mesmas sendo sempre outras
e as nuvens desaparecem voltam as mesmas-diferentes
a imprecisão dos pensamentos que nunca somem
vão retornam são mudam insanos inlúcidos transparentes avessos
e sei ou talvez só imagine que já é outro(s) dia
pois o sol se foi quando não vi
a luz iluminou o que não vi
nasceu outro dia no dia anterior
e nada é mais o que é hoje
o tempo na ilha é a própria ilha

V
O pássaro ferido na areia branca
manchou a areia com seu sangue vermelho
a onda verdazul lavou a areia
e levou o pássaro
que não sabia nadar.
De ferido não sabia voar.
O mar não perdoa e a areia não tem memória.

VI
Caminho sem extensão pela areia à esquerda,
longe da sala-de-árvores.
Há um temor estranho por me afastar
pela primeira vez
(mas não sei o tempo nem o ontem)
do ninho seguro, o recanto,
o onde sou-na-ilha.
Caminho.
Cada passo já não é — os deixo
onde as ondas possam carregá-los,
feridos como o pássaro,
não sabem voar nem nadar.
Afogam-se e já são apenas outrora.
Desfaço-me em cada passo de meu passado,
aquele que não tenho,
que ainda vou viver, mas não o quis,
na estranha certeza de que há mais de outra em mim
e de que não nos encontramos ainda.
Talvez eu esteja caminhando até ela,
mas tenho medo de prosseguir.
Aqui, entre céu, palmeiras e água,
ondas mais bravias,
desisto da loucura,
corro corro corro
de volta ao escondido.
Segura, enfim.

VII
O mar devolveu o pássaro
morto
à praia.
Apodrecido.

VIII
A noite está escura. A Lua foi devorada por nuvens escuras.
O mundo todo desapareceu.
Não quis acender a fogueira. Quero a inexistência do que não posso ver
oculto pela escuridão.
O mar está silencioso, como se não.
As árvores não sussurram seu raspar de folhas.
Nenhum dos animais, nem a fera, ruge, pia, chora, gargalha.
A noite está escura.
Meus olhos se fecham. E tudo brilha.

IX
Não é solidão eu estar aqui sem mais ninguém
no imenso mar a minha frente
a meu redor
a única no imenso mar
sem ondas transparente morno silencioso.
Sou sua única mancha, uma nódoa flutuante,
como foi antes o pássaro morto,
mas estou viva. Penso.

X
Minhas pegadas nas areias saem de mim
e voltam para mim. Eu me trago a mim mesma
todos os dias, para me apresentar,
tentar ser minha amiga — ainda que não confie
não me sinta à vontade. É estranho
alguém tão estranho, solitária morna silenciosa
opaca.
Não me conheço os olhos, não me encara,
como se tivesse medo de mim, de eu a transparecer,
de sondar-lhe o mistério de ser quem é
ou de ter sido.
Sentamo-nos as duas, lado a lado, ao crepitar da fogueira,
em cúmplice e desconfortável silêncio. Como um estrondo.
A fogueira morre. Ainda estamos aqui. Só eu.

XI
sonhei de novo que eu estava num deserto
vasto azulado
rasgado por um fio dágua
e que a água ia se transformando em leite ou sangue
e meus pés se banhavam nela doloridos
o rio me tingia com sua cor eram cores
e ia me transformando em um pássaro imenso assustado
frágil como um suspiro de saudade com sua dor
e o mar chegava até meus joelhos gélido
o pássaro morto na areia a água levava
e ele sumindo sendo feito parte da água
no deserto
acordo. de novo

XII
Escutei uma música no ar. Acompanhada de perfumes. Tudo sibilante
rompendo a manhã,
fazendo-me uma estranha companhia. Uma invasão, uma avalanche,
um chamado. Um brado.
Não sei de onde vem. Está por toda parte,
na minha pele, molhada do mar,
luzindo como uns pequenos olhos curiosos,
sondando-me, ecoando dentro de mim,
revirando uns quartos escuros, lembranças do que nunca fiz,
mais notas, mais aromas.
A música me envolve, tomando forma,
soprando uma voz que não era minha, mas saía de outra eu,
acusando-me de ter fugido,
batendo em meu rosto com raiva,
um compasso firme, marcial, de marcha para o cadafalso,
o aroma queimado, flores pisoteadas pelo
caminho. Caminho.
Fujo. Quero correr para um não-lugar,
um distante de mim, ausente de eu ser,
mas a música segue, altitrovejante,
grudada em minhas carnes,
se enroscando em minhas pernas, me derruba
e a onda molha meu rosto, algas no meu cabelo,
a música vindo em ondas, e também nas outras,
e o perfume, agora de uma doce acidez,
revira minhas entrahas, arde,
queima a mão debaixo dágua,
arranca um grito com sangue:
– Eu fui! Eu era, mas não escolhi! Eu fui ela!
E a música cessou. O perfume morreu. As ondas se foram. O tempo
voltou a estagnar. Meu coração
sentia a extravagância da paz de novo.
Finalmente, eu.

I
O pé na areia. Fria.
A água. Caminho. Dois passos apenas. Os últimos.
O barco já se vai. Muito rápido. Como que
arrependido de ter partido. Como eu. Talvez.

(scs, 1313)

30 dez 2013