232

adeus
à
dor
ah(há)
meu
amor

18 ago 2018

diagnóstico

tenho frio crônico
nos ossos
tenho dor crônica
no corpo
tenho saudade crônica
na alma
tenho poesia crônica
no olhar

10 ago 2018

231

conforme
me
consolas
me
contorço
cansado

10 ago 2018

230

odeio
tanto
Te
amar
tão
pouco

10 ago 2018

229

uma
dose
letal
de
poesia
nevrálgica

10 ago 2018

228

às
vezes
neva
quase
sempre
vivo

10 ago 2018

227

encanto
no
encontro
enquanto

não
conto

10 ago 2018

226

ver-se
como
verso
espelho
sem
reflexo

15 jul 2018

a ti

01 jun 2018

sementes

Havia necessidade
de que cada palavra fosse dita uma só vez
e que seu poder de semente, então,
se plantasse no coração
e germinasse como consolo à saudade
e como abraço sem vontade
ou como sorriso ao fim da tarde.

E no limiar do dia,
antes da neblina e do sono,
antes do adeus, do sem-poesia,
a flor se fechasse pudica, como outono,
aguardando a aurora, o orvalho, o despertar
para falar de novo
ecoar

o consolo
o abraço
o sorriso
a ternura
o colo
o afago
o lento desespero de querer
ser feliz

(scs,31811)

03 fev 2018

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